Paróquia de Palhais/Santo António

Atentados em Paris

Neste momento, desejo unir a minha a tantas outras vozes deste nosso planeta, para exprimir a profunda dor, o pesar e a preocupação, causados pelos bárbaros atentados de Paris, que vitimaram tantas pessoas inocentes e vieram adensar ainda mais o clima de receio e de suspeita na sociedade europeia.

O primeiro pensamento vai para as vítimas diretas deste desumano ato de ódio destruidor. Que Senhor da vida as acolha nos seus braços de misericórdia aqueles que pereceram e dê conforto, coragem e esperança aos seus queridos. Com eles, sentimo-nos atacados também nós e queremos estar solidariamente próximos esta hora.

Esta situação requere naturalmente medidas de vigilância e segurança, para combater o ódio destruidor e evitar novas vítimas. Por outro lado, seria ulteriormente trágico cair na tentação do fechamento ao exterior, do abrandamento do diálogo intercultural, do soçobrar da solidariedade para além dos conflitos. Essa seria a grande vitória daqueles que desferiram tão vil ataque. É preocupante verificar, a este propósito, que responsáveis europeus já tenham começado a utilizar estes acontecimentos dramáticos para justificar e reforçar a sua oposição à solidariedade para com os refugiados dos conflitos recentes, que tem movimentado a sociedade europeia.

Um momento destes exige solidariedade e afirmação dos autênticos valores da nossa sociedade, por parte daqueles que acreditam que vale a pena lutar por um mundo mais justo e seguro para todos. Não deixemos que o sangue de tantas pessoas tenha sido derramado em vão. Queira Deus que a memória delas seja semente de humanismo, de solidariedade e de busca autêntica de justiça e de paz. E que ninguém use o nome de Deus para oprimir, odiar e matar!

+José, Bispo de Setúbal

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