Paróquia de Palhais/Santo António

Pokemon Go

Tiago Veloso é padre. E é jovem também. Tem 29 anos e não fugiu à curiosidade de instalar o jogo do momento: o Pokémon Go. Queria ver como era. E, sem contar, percebeu que a paróquia de Palhais, em Santo António da Charneca, Barreiro, tinha sido escolhida pelos gestores do jogo para ginásio das personagens. Não perdeu tempo e percebeu que tinha ali uma oportunidade para atrair mais pessoas.

“Não sou nada perito em Pokémon, mas, ao instalar o jogo, percebi que o local da igreja é um ginásio. Penso que o próprio jogo monta ginásios em lugares estratégicos e em monumentos. A paróquia está inocente nessa escolha”, diz, entre risos, Tiago Veloso. “Achei curioso que um jogo escolhesse um local religioso para ginásio”, acrescenta.

Perante essa casualidade, o padre Veloso apressou-se em aproveitá-la. Jogou com as palavras e quis que o novo ginásio virtual se transformasse no “ginásio do Cristo”, aproveitando as redes sociais para o divulgar. No Facebook, publicou um poster em que se lê: “A Igreja de Santo António é um ginásio de Pokémons. Mas o verdadeiro treinador está lá dentro. Entra e visita-O. As portas estão abertas.”

Em relação às consequências de ter na sua paróquia um ginásio de um jogo que já tem um milhão de “downloads” em Portugal, o padro Tiago Veloso desconfia que haja outros templos religiosos e monumentos que sejam também locais em que as criaturas do Pokémon Go possam ficar mais fortes e melhorar as habilidades.

“Mas, se for caso único, deverá aparecer mais gente para apanhar Pokémons, ou lutar com Pokémons. Não sei o que é que se passa com os Pokémons, mas, se for bom, que apareçam porque as portas estão abertas”, sublinha o pároco.

Nos ginásios, as “várias equipas treinam os Pokémons para serem mais fortes e lutar contra outros”. “A Igreja é um local de combate entre Pókemons”. Combate? “Tem esse aspecto negativo, mas esses combates não têm de ser dentro da Igreja, nem convém”, diz.

Segundo o padre Veloso, basta estar a um raio de “x” metros da Igreja para aceder ao ginásio. “Espero que as pessoas não venham para dentro da Igreja jogar. Espero que o façam fora, que têm muito espaço. É esse o objectivo”, garante.

Até ao momento, o padre ainda não nota um aumento exponencial de pessoas na paróquia. Ainda assim, garante que o que fez é baseado numa máxima: “Nunca nos esqueçamos que Deus através de coisas insignificantes como jogos pode chamar pessoas.”

(autor: João Carlos Malta, Rádio Renascença)

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